Melhores Capacetes para Escalada em 2026: 9 Modelos Que Valem a Pena
Comparativo dos 9 melhores capacetes para escalada de 2026, com peso, ventilação, ajuste, material do casco e prós e contras de cada modelo.
Ideal para: Escalada esportiva e de via, Montanhismo e alpinismo, Via ferrata e rapel, Trabalho em altura.
Produtos em destaque
As opções que mais se sobressaíram na análise, em ordem de classificação.
-
Nossa escolha
Petzl Boreo
Ver Preço
-
Maior desempenho
Singing Rock Penta 2
Ver Preço
-
Custo-benefício
Petzl Meteor
Ver Preço
-
Petzl Borea
Ver Preço
-
Petzl Sirocco
Ver Preço
-
Tontron TC-CH02
Ver Preço
-
Montana Focus
Ver Preço
-
Montana Capacete Tipo 3
Ver Preço
-
Corazza Pro Amarelo
Ver Preço
Índice do Artigo
Um capacete é o único equipamento de escalada que fica com você o tempo todo, e ainda assim é o que muita gente deixa para comprar por último. Ele não evita a queda, mas muda o desfecho de um impacto contra a rocha, de uma pedra que cai de cima ou de um tombo no rapel. Por isso, escolher bem vale mais do que economizar alguns reais.
Neste guia eu reuni 9 capacetes de escalada à venda no Brasil em 2026 e comparei o que muda no uso real: peso, material do casco, ventilação, ajuste, conforto e faixa de preço. As informações vêm das fichas técnicas dos anúncios, das especificações dos fabricantes e do padrão de uso relatado por compradores.
Resposta rápida
O Petzl Boreo é a melhor escolha geral, por unir casco em ABS resistente, ajuste CENTERFIT e uso que cobre escalada, montanhismo e via ferrata. O Singing Rock Penta 2 leva o selo de maior desempenho: com 185 gramas, é o mais leve e um dos mais ventilados. Já o Petzl Meteor é o melhor custo-benefício, com qualidade de capacete premium por um preço de entrada. Se o critério for histórico de avaliações, o Petzl Borea lidera com 263 avaliações e nota 4,7.
Como escolher um capacete de escalada
Peso e material do casco
O peso é o fator que mais muda a sensação de uso, especialmente em vias longas e no montanhismo. Modelos de policarbonato com poliestireno expandido ficam na faixa de 185 a 285 gramas, enquanto os de ABS passam de 330 gramas. O ABS é mais resistente a riscos e perfurações, o policarbonato é mais leve e ventilado. Nenhum é mais seguro que o outro quando ambos têm a certificação correta.
Ventilação
Como o capacete fica fechado na cabeça, a ventilação faz diferença direta no conforto. As aberturas no casco deixam o ar circular, mas não retiram material da camada que absorve impacto. Em dias quentes, um modelo bem ventilado e com forro que seca rápido evita o incômodo de suor escorrendo no rosto no meio da via.
Ajuste, forro e jugular
O ajuste é o critério que separa um capacete confortável de um que dá dor de cabeça. Sistemas como catraca traseira e arnês regulável distribuem a pressão e mantêm o casco firme. O forro, quando removível, facilita a lavagem e reduz odor. A jugular precisa fechar com folga de um dedo e nunca soltar sozinha em caso de impacto.
Quando trocar
Capacete não é equipamento para durar a vida inteira. A recomendação usual é revisar a cada 12 meses e trocar após cinco anos, mesmo sem queda aparente. Depois de um impacto forte na cabeça, a troca deve ser imediata, porque a deformação que absorve a energia quase nunca aparece por fora.

Como usar e cuidar do capacete no dia a dia
A regra de ouro é simples: ajuste antes de subir e confira antes de cada uso. Coloque o capacete com a jugular fechada, teste o balanço inclinando a cabeça e só então comece a escalar. Na mochila, o capacete vai protegido, sem peso em cima e longe de quinas que possam amassar o casco.
Fora da parede, evite deixá-lo no carro quente ou sob sol direto por horas. Calor e compressão envelhecem o plástico e a espuma mais rápido do que a própria escalada. Guarde em local seco e inspecione rachaduras e pontos esbranquiçados de tempos em tempos.
O vídeo abaixo explica como escolher o capacete certo para o seu tipo de escalada.
Assista:
Comparações que importam
Casco de ABS ou de policarbonato?
O ABS é uma casca rígida, que aguenta riscos, amassados leves e o atrito com a rocha, sendo comum em modelos para trabalho em altura. O policarbonato com poliestireno expandido é mais leve e ventilado, mas risca com facilidade e não gosta de ficar prensado na mochila. Se você escala muito e transporta o capacete com frequência, o policarbonato compensa; se quer durabilidade bruta, o ABS leva vantagem.
Modelo com ou sem viseira?
A viseira protege o rosto de lascas e respingos, sendo útil em rapel, resgate e trabalho em altura. Em vias de aderência e escalada esportiva, muitos preferem o capacete sem viseira, porque o campo de visão para cima é maior. Se as duas situações fazem parte da sua rotina, vale escolher um modelo que aceite acessórios ou manter dois capacetes.
Petzl, Singing Rock e Montana: quais marcas?
A Petzl domina a seleção, com opções para todos os bolsos, do Meteor ao Sirocco. A Singing Rock entrega o Penta 2, referência em leveza. A Montana aparece com modelos de casco em ABS e polipropileno, mais voltados ao trabalho em altura e ao uso de entrada. Tontron e ultra SAFE completam a lista com propostas nacionais e genéricas, que pedem atenção à certificação.
Continue explorando
Se você está montando o kit de escalada, vale conferir outros conteúdos do Aventura no Campo:
- Melhores capacetes de escalada leves e ventilados: a nossa seleção focada em peso baixo e ventilação.
- Melhores cadeirinhas de escalada: como escolher o arnês certo para o seu tipo de via.
Como este guia foi produzido
Cada guia do Aventura no Campo parte de critérios definidos antes da análise. Esta página seguiu o processo descrito abaixo, do levantamento das especificações à revisão final.
- Produtos analisados
- 9
- Última revisão
- setembro de 2026
Critérios e pesos
- Peso 20%
- Ventilação 20%
- Ajuste 15%
- Material do casco 20%
- Conforto 10%
Fontes consultadas
- Especificações oficiais dos fabricantes, publicadas nos anúncios dos produtos
- Avaliações verificadas de compradores na Amazon, consultadas em setembro de 2026
- Fichas técnicas, materiais do casco e dimensões informadas pelos fabricantes
Limitações: Não realizamos ensaios de impacto nem medições próprias de absorção de choque. As notas vêm da leitura das especificações oficiais, das certificações declaradas e do padrão de uso relatado por compradores, e não de teste instrumental.
O que mudou nesta revisão
- Primeira publicação do guia, com 9 modelos analisados
- Conferência dos links de compra e das imagens dos produtos
- Checagem da nota média e do número de avaliações de cada modelo
Análise das 9 Melhores Capacetes para Escalada em 2026
Comparamos 9 modelos segundo os critérios desta análise, sempre pensando no uso real no Brasil. Veja abaixo a avaliação detalhada de cada produto.
Petzl Boreo
O Boreo é o capacete que eu indicaria para quem quer um modelo só para quase tudo: escalada em rocha, via ferrata, canyoning e montanhismo. O casco em ABS é rígido e resistente a perfurações, enquanto a espuma interna absorve o impacto. Os sistemas CENTERFIT e FLIP&FIT abraçam a cabeça sem pontos de pressão, e o forro é removível para facilitar a lavagem. É mais pesado que os modelos de policarbonato, mas entrega a combinação mais equilibrada de durabilidade e conforto da lista.
Prós
- Casco em ABS resistente a perfurações
- Ajuste CENTERFIT e FLIP&FIT
- Forro removível e lavável
- Serve para escalada, montanhismo e via ferrata
- 3 anos de garantia do fabricante
Contras
- Mais pesado que os modelos de policarbonato
- Preço médio acima dos modelos de entrada
- Poucas avaliações na Amazon (13)
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | 330 g (M/L, fabricante) |
| Ventilação | Orifícios de ventilação no casco |
| Ajuste | CENTERFIT e FLIP&FIT |
| Material do casco | ABS |
| Conforto | Forro removível e lavável |
| Garantia | 3 anos com o fabricante |
| Dimensões | 27,5 x 21,5 x 17,5 cm (embalagem) |
Singing Rock Penta 2
O Penta 2 é o capacete mais leve desta seleção, com 185 gramas, e por isso leva o selo de maior desempenho. A Singing Rock ampliou a área ventilada em relação à geração anterior e manteve o casco em policarbonato com espuma de poliestireno, combinação que absorve bem o impacto sem pesar na cabeça. É a escolha de quem escala vias longas, faz montanhismo ou simplesmente não quer sentir o capacete durante o dia inteiro.
Prós
- Apenas 185 g
- Casco em policarbonato com poliestireno expandido
- Ampla área de ventilação
- Nota 4,8 de 5
Contras
- Preço alto
- Poucas avaliações (7)
- Disponibilidade limitada, com poucas unidades em estoque
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | 185 g |
| Ventilação | Ampla área ventilada |
| Ajuste | Ajuste por catraca traseira |
| Material do casco | Policarbonato (PC) |
| Conforto | Forro em espuma |
| Garantia | Não informada |
Petzl Meteor
O Meteor entrega o melhor custo-benefício da seleção. São cerca de 240 gramas, casco em policarbonato e boa ventilação, qualidades de capacete de topo por um preço de entrada. A Petzl usa construção híbrida, com espuma de poliestireno expandido e reforço estrutural, e o ajuste traseiro segura bem a cabeça. Para quem está começando ou quer um segundo capacete para as vias do dia a dia, é a aposta mais segura pelo valor cobrado.
Prós
- Preço mais baixo entre os modelos de marca
- Cerca de 240 g
- Ventilação ampla
- 73 avaliações com nota 4,6
- Marca de referência em escalada
Contras
- Casco em policarbonato risca com facilidade
- Não acompanha viseira
- Sem forro removível
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | 240 g (fabricante) |
| Ventilação | Ventilação ampla no casco |
| Ajuste | Ajuste por catraca traseira |
| Material do casco | Policarbonato (PC) |
| Conforto | Forro em espuma |
| Garantia | 3 anos após a fabricação ou 3 meses após a compra |
| Dimensões | 26,5 x 17 x 22,5 cm (embalagem) |
O Borea é a versão pensada para o público feminino, com formato de casco que acomoda melhor coques e cabelos compridos e recorte mais baixo na parte de trás. São cerca de 285 gramas, casco em ABS e forro acolchoado, o que dá sensação de proteção sem transformar o capacete em um trambolho. É o modelo com a maior base de avaliações da lista, 263 no total, com nota 4,7, sinal de uso consistente entre compradores.
Prós
- 263 avaliações com nota 4,7
- Ajuste pensado para o público feminino
- Casco em ABS durável
- Cerca de 285 g
Contras
- Sem preço informado no momento da análise
- Casco em ABS aquece mais que o policarbonato
- Sem viseira
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | 285 g (fabricante) |
| Ventilação | Orifícios de ventilação no casco |
| Ajuste | Ajuste por fita com catraca |
| Material do casco | ABS |
| Conforto | Forro em espuma |
| Garantia | 24 anos após a fabricação ou 3 meses após a compra |
| Dimensões | 26 x 21 x 16 cm (embalagem) |
O Sirocco é o capacete de topo de linha da Petzl, com casco em polipropileno expandido que deixa o conjunto na casa dos 170 gramas. É o mais leve da seleção e um dos mais ventilados, pensado para escalada de alto nível e montanhismo em que cada grama importa. O preço alto e o fato de aparecer sob encomenda explicam a posição no ranking: é um capacete excelente, mas não para qualquer orçamento.
Prós
- Cerca de 170 g
- Casco em polipropileno expandido
- Ventilação ampla
- Nota 4,8 de 5
Contras
- Preço muito alto
- Produto sob encomenda
- Poucas avaliações (7)
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | 170 g (fabricante) |
| Ventilação | Ventilação ampla no casco |
| Ajuste | Ajuste por fita e catraca |
| Material do casco | Polipropileno (PP) |
| Conforto | Forro leve em espuma |
| Garantia | 3 anos com o fabricante |
| Dimensões | 29 x 21 x 16 cm (embalagem) |
O Tontron TC-CH02 é um capacete robusto, com casco em ABS e espuma de poliestireno, voltado para escalada e trabalho em altura. São 390 gramas, o que o coloca na faixa dos modelos mais parrudos, e a alça ajustável ajuda a encontrar o ajuste. A nota 4,4 com 148 avaliações mostra um produto confiável, embora sem o refinamento dos capacetes específicos de montanhismo.
Prós
- 148 avaliações com nota 4,4
- Casco em ABS resistente
- Preço intermediário
- Serve para escalada e trabalho em altura
Contras
- Pesa 390 g
- Ventilação apenas razoável
- Acabamento simples
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | 390 g |
| Ventilação | Orifícios de ventilação no casco |
| Ajuste | Alça ajustável |
| Material do casco | ABS |
| Conforto | Forro em poliestireno expandido |
| Garantia | Não informada |
| Dimensões | 25 x 19 x 20 cm (embalagem) |
O Montana Focus tem casco em ABS com forro interno em nylon e foco em durabilidade. É um capacete unissex indicado para escalada e trabalho em altura, com ajuste por catraca e formato que cobre bem a cabeça. As poucas avaliações disponíveis, apenas três, tornam a experiência dos compradores difícil de medir, então ele entra mais pela construção do que pelo histórico de uso.
Prós
- Nota 4,7 de 5
- Estrutura em ABS com forro em nylon
- Serve para escalada e trabalho em altura
Contras
- Apenas 3 avaliações
- Sem preço informado no momento da análise
- Pouca informação técnica no anúncio
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | Não informado |
| Ventilação | Não informado |
| Ajuste | Ajuste por catraca |
| Material do casco | ABS |
| Conforto | Forro em nylon |
| Garantia | Não informada |
Este capacete genérico vendido como Montana Tipo 3 é indicado para alpinismo e trabalho em altura, com casco em polipropileno e cor amarela de alta visibilidade. A ficha técnica do anúncio é enxuta e não há avaliações de compradores, então as informações sobre conforto, ventilação e ajuste ficam limitadas. É uma opção de entrada, mais indicada para uso esporádico e para quem precisa de visibilidade.
Prós
- Cor amarela de alta visibilidade
- Casco em polipropileno
- Preço de entrada
Contras
- Sem avaliações de compradores
- Ficha técnica incompleta
- Não informa certificações de escalada
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | Não informado |
| Ventilação | Não informado |
| Ajuste | Não informado |
| Material do casco | Polipropileno (PP) |
| Conforto | Não informado |
| Garantia | Não aplicável |
O Corazza Pro, da ultra SAFE, chega como uma opção nacional em polietileno com forro em espuma, na cor amarela. O anúncio destaca características como ajustável, acolchoado e versátil, mas não traz preço nem avaliações de compradores no momento desta análise. Por isso ele fecha a lista: sem histórico de uso, a recomendação fica condicionada a uma verificação cuidadosa das especificações antes da compra.
Prós
- Casco em polietileno
- Forro em espuma acolchoado
- Cor amarela de alta visibilidade
- Marca nacional
Contras
- Sem avaliações de compradores
- Sem preço informado no momento da análise
- Poucos dados técnicos publicados
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Peso | Não informado |
| Ventilação | Não informado |
| Ajuste | Ajuste por fita e jugular |
| Material do casco | Polietileno |
| Conforto | Forro em espuma acolchoado |
| Garantia | Não informada |
Tabela comparativa
Compare lado a lado as especificações dos modelos analisados para encontrar a opção que melhor combina com o seu estilo de camping.
| Produto | 1. Petzl Boreo | 2. Singing Rock Penta 2 | 3. Petzl Meteor | 4. Petzl Borea | 5. Petzl Sirocco | 6. Tontron TC-CH02 | 7. Montana Focus | 8. Montana Capacete Tipo 3 | 9. Corazza Pro Amarelo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Marca | Petzl | Singing Rock | Petzl | Petzl | Petzl | Tontron | Montana | Montana | ultra SAFE |
| Modelo | BOREO | Penta 2 | Meteor | Borea | SIROCCO | TC-CH02 | Focus | Tipo 3 | Corazza Pro |
| Nota editorial | 9.2/10 | 9.1/10 | 9.0/10 | 8.8/10 | 8.7/10 | 8.3/10 | 7.9/10 | 7.5/10 | 7.2/10 |
| Peso | 330 g (M/L, fabricante) | 185 g | 240 g (fabricante) | 285 g (fabricante) | 170 g (fabricante) | 390 g | Não informado | Não informado | Não informado |
| Ventilação | Orifícios de ventilação no casco | Ampla área ventilada | Ventilação ampla no casco | Orifícios de ventilação no casco | Ventilação ampla no casco | Orifícios de ventilação no casco | Não informado | Não informado | Não informado |
| Ajuste | CENTERFIT e FLIP&FIT | Ajuste por catraca traseira | Ajuste por catraca traseira | Ajuste por fita com catraca | Ajuste por fita e catraca | Alça ajustável | Ajuste por catraca | Não informado | Ajuste por fita e jugular |
| Material do casco | ABS | Policarbonato (PC) | Policarbonato (PC) | ABS | Polipropileno (PP) | ABS | ABS | Polipropileno (PP) | Polietileno |
| Conforto | Forro removível e lavável | Forro em espuma | Forro em espuma | Forro em espuma | Forro leve em espuma | Forro em poliestireno expandido | Forro em nylon | Não informado | Forro em espuma acolchoado |
| Prós | 5 | 4 | 5 | 4 | 4 | 4 | 3 | 3 | 4 |
| Contras | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 |
| Ver preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço |
Segurança e certificação: o que realmente importa
Procure a certificação certa
Um capacete de escalada deve atender à norma EN 12492 (Europa) ou à UIAA 106, que testam impactos de cima, de frente, de trás e nas laterais. Se o anúncio não cita nenhuma dessas normas, trate o produto com desconfiança e confirme com o fabricante antes de comprar.
Entenda as três zonas de impacto
Diferente do capacete de obra, que foca no topo, o de escalada é desenhado para levar pedrada, bater a cabeça na rocha numa queda e ainda aguentar impactos laterais. É essa cobertura ampliada que justifica usar um modelo específico para a atividade.
Jugular que não solta
A jugular mantém o capacete na cabeça durante a queda e deve ser fechada com uma folga de cerca de um dedo. Em caso de impacto, ela não pode abrir. Se o fecho escorrega ou a fita está gasta, substitua antes de sair para a parede.
Desconfie de preço bom demais
Capacete de escalada muito barato, sem norma informada e sem avaliações costuma ser reaproveitado de outras atividades. Economizar alguns reais não compensa quando o equipamento é o que protege a sua cabeça.
Como ajustar o capacete do jeito certo
Meça a cabeça antes de comprar
Passe uma fita métrica cerca de dois centímetros acima das sobrancelhas, contornando a parte mais larga da cabeça. Essa medida é o ponto de partida para escolher o tamanho, já que usar só o chapéu como referência costuma dar erro.
Regule a catraca e a altura
Gire a catraca até o capacete ficar firme, sem apertar. Ajuste também a altura do arnês interno para que o casco não encoste no topo da cabeça. Ele deve cobrir a testa e a nuca, não ficar pendurado para trás.
Teste o balanço
Com a jugular fechada, incline a cabeça para a frente e para os lados. O capacete não pode deslizar nem girar. Se ele mexer, aperte a catraca e reajuste as fitas antes de subir.
Use touca fina no frio
Em dias frios, uma touca fina ajuda no conforto, mas não pode afrouxar o ajuste. Regule a catraca com a touca já colocada, para o capacete não ficar solto na hora em que você mais precisa dele.
Conservação, inspeção e hora de trocar
Inspecione antes de cada uso
Verifique rachaduras, pontos esbranquiçados, deformações e fitas desfiadas. Espuma amassada ou solta também é sinal de que a proteção já foi comprometida. Cinco minutos de inspeção evitam usar um capacete que não vai mais absorver impacto.
Limpe do jeito certo
Lave o casco com água morna, sabão neutro e pano macio, e deixe secar na sombra. Solventes, álcool e produtos abrasivos degradam o plástico e a espuma. Se o forro for removível, lave-o à parte e seque bem antes de recolocar.
Guarde protegido
Evite deixar o capacete no carro quente, sob sol direto ou prensado embaixo de mochilas. Calor e compressão são os dois maiores inimigos do casco. Um saco de transporte simples protege contra riscos e amassados no transporte.
Respeite o prazo de validade
Como referência, revise o equipamento a cada 12 meses e troque o capacete após cinco anos, mesmo sem impacto. Depois de uma queda forte com impacto na cabeça, a troca é imediata, porque a deformação que absorve o choque quase nunca é visível por fora.
Perguntas Frequentes
Qual capacete de escalada é melhor para quem está começando?
Para começar, o mais importante é o ajuste, não a tecnologia. Um modelo com casco em policarbonato e ajuste por catraca, como o Petzl Meteor, protege bem, ventila e custa menos. Capacete apertado ou folgado atrapalha mais do que a diferença entre ABS e policarbonato. Se você pretende fazer montanhismo e via ferrata, um Boreo cobre mais cenários.
Casco de ABS ou de policarbonato: qual protege mais?
Os dois protegem bem e ambos são aceitos nas principais certificações de escalada. O ABS é uma casca rígida, resistente a perfurações e a riscos, mas pesa mais. O policarbonato com espuma de poliestireno é mais leve e ventilado, porém risca com facilidade e não gosta de ficar prensado na mochila. A escolha depende do uso: durabilidade ou leveza.
Capacete ventilado é menos seguro que um fechado?
Não. A ventilação é feita por aberturas no casco, e a camada que absorve impacto continua inteira. Um capacete ventilado com certificação EN 12492 absorve choque da mesma forma que um fechado da mesma categoria. A diferença prática está no conforto térmico e na entrada de água em dias de chuva, não na absorção de impacto.
De quanto em quanto tempo devo trocar o capacete de escalada?
A recomendação usual dos fabricantes é revisar o equipamento a cada 12 meses e aposentar o capacete após cinco anos, mesmo sem queda aparente, porque plástico e espuma envelhecem. Exposição prolongada ao sol, calor do porta-malas e dobra de armazenamento aceleram esse desgaste. Se houver trinca, amassado ou ponto esbranquiçado, a troca é imediata.
Preciso trocar o capacete depois de uma queda?
Depende do tipo de impacto. O capacete é feito para se deformar e absorver a energia, e essa deformação pode não aparecer por fora. Se a cabeça bateu firme ou o capacete pegou uma pedra com força, o seguro é aposentar. Para quedas leves, sem impacto direto, faça uma inspeção procurando rachaduras, deformações e áreas esbranquiçadas.
Como saber se o tamanho do capacete está certo?
Meça a circunferência da cabeça com uma fita métrica, cerca de dois centímetros acima das sobrancelhas. O capacete deve ficar firme, sem escorregar quando você inclina a cabeça para a frente, e sem marcar a testa. Ajuste também a jugular, que precisa ficar encostada no queixo. Se oscilar entre dois tamanhos, prefira o ajuste mais amplo e compense na catraca.
Posso usar capacete de obra para escalar?
Não é recomendado. O capacete de construção civil é projetado para impacto de objeto caindo de cima, enquanto o de escalada também precisa resistir a impactos laterais, frontais e traseiros, além de ter jugular que não solta numa queda. Existem modelos certificados para os dois usos, mas um capacete de obra comum não cobre os cenários típicos da escalada.
Capacete de escalada serve para andar de bicicleta?
Não é o uso indicado. O capacete de bicicleta é pensado para um impacto frontal único em alta velocidade e para cobrir a testa e a nuca, com formato e cobertura diferentes. O de escalada prioriza impactos de rocha em várias direções e o uso com capacete de transporte por cima. Use cada um na atividade para a qual foi certificado.
Como limpar e guardar o capacete corretamente?
Lave o casco com água morna, sabão neutro e um pano macio, e deixe secar na sombra, longe de fontes de calor. Não use solvente, thinner ou álcool, que atacam o plástico e a espuma. Se o forro for removível, lave-o separadamente. Guarde o capacete protegido de sol direto, sem peso em cima e longe de objetos que possam amassar o casco.
Vale a pena pagar mais por um capacete leve?
Vale quando peso e ventilação fazem diferença no seu tipo de escalada. Em vias longas, montanhismo e uso prolongado, cada grama conta e os modelos como o Sirocco e o Penta 2 entregam conforto real. Para começar ou para escalar vias curtas, um capacete um pouco mais pesado e mais barato resolve bem. O limite é o conforto, não a marca.