Melhores Cordas de Escalada Dinâmica em 2026: 6 Modelos Que Valem a Pena
Comparativo das 6 melhores cordas de escalada dinâmica para rocha, ginásio e vias longas, com diâmetro, número de quedas UIAA, tratamento, prós e contras.
Ideal para: Escalada esportiva em rocha, Ginásio e top-rope, Vias longas e rapel, Alpinismo e escalada no gelo.
Produtos em destaque
As opções que mais se sobressaíram na análise, em ordem de classificação.
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Maior desempenho
Petzl Arial 9,5 mm 80 m
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Nossa escolha
Petzl Mambo 10,1 mm 70 m
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Custo-benefício
Edelrid Boa 9,8 mm 40 m
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Petzl Contact Wall 9,8 mm 40 m
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Mammut Crag We Care Classic 9,5 mm 70 m
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Gilmonte Next 9,6 mm
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Índice do Artigo
Uma corda dinâmica é o item que liga você à proteção, e por isso a escolha não pode ser por impulso. Diâmetro, número de quedas UIAA, alongamento e tipo de tratamento mudam a sensação da queda, o manuseio na parede e a vida útil do material. Errar aqui não significa só gastar mais: significa escalar com menos margem.
Neste guia eu reuni seis cordas dinâmicas disponíveis no Brasil em 2026 e comparei justamente o que aparece no uso real: diâmetro, número de quedas no teste UIAA, alongamento dinâmico e estático, peso por metro, tratamento e faixa de preço. Também somei a nota de compradores de cada modelo, porque é ali que os detalhes do dia a dia costumam aparecer.
Resposta rápida
A Petzl Mambo de 10,1 mm é a melhor escolha geral, pelo equilíbrio entre manuseio fácil, durabilidade e 70 metros que cobrem a maioria das vias. Para desempenho máximo, a Petzl Arial de 9,5 mm e 80 metros lidera, com tratamento hidrofóbico e queda macia. E o melhor custo-benefício é a Edelrid Boa de 9,8 mm, que tem a maior nota de compradores da lista. Quem escala quase só no ginásio encontra na Petzl Contact Wall a capa reforçada que procura.
Como escolher uma corda de escalada dinâmica
Diâmetro
Cordas entre 10 mm e 10,2 mm são mais fáceis de segurar, travam melhor no assegurador e perdoam erros de manuseio. Entre 9,7 mm e 9,9 mm está a faixa mais versátil, que serve para esportiva e ginásio sem pesar demais. Abaixo de 9,6 mm, o ganho de peso vem acompanhado de mais exigência técnica e mais desgaste da capa.
Comprimento
Os 40 metros atendem ginásio e vias curtas. Os 60 metros ainda são comuns, mas os 70 metros viraram o novo padrão para vias esportivas longas e rapel duplo. Já os 80 metros fazem sentido em paredes compridas ou quando você quer cortar as pontas gastas e continuar com comprimento útil. Lembre que comprimento extra significa mais peso e mais preço.
Número de quedas e certificação
O teste de fator 1,77 indica quantas quedas padronizadas a corda absorve. Valores entre 6 e 9 são comuns em cordas simples de qualidade. Mais importante do que perseguir o maior número é usar uma corda certificada por CE EN 892 e UIAA 101 e cuidar dela ao longo da vida útil.
Alongamento
O alongamento dinâmico mede a deformação na queda: valores menores, na casa dos 32%, dão sensação de queda mais firme e controlada. O alongamento estático, por sua vez, mede o estiramento com peso parado e influencia o comportamento no rapel e na ascensão. Cordas muito estáticas são melhores para rapel, mas menos confortáveis em quedas.
Tratamento da capa
O tratamento hidrofóbico, como o Duratec Dry, reduz a absorção de água e mantém o manuseio por mais tempo no frio e na umidade. Para quem escala em locais secos e no ginásio, um modelo sem hidrofobia, como a Mammut linha Classic, entrega o mesmo desempenho por menos dinheiro.

Qual corda eu levaria para cada situação
Se o seu cenário é o ginásio e a maioria das vias é curta, uma corda de 9,8 mm a 10,1 mm com 40 metros resolve e dura muito. Para a esportiva de fim de semana, a Mambo de 70 metros é a companheira mais previsível, porque a espessura maior perdoa o cansaço do fim do dia. Em viagens para vias longas e rapel, vale pagar a diferença por uma corda de 9,5 mm com tratamento hidrofóbico, como a Arial, que pesa menos e aguenta melhor a umidade. E se a ideia é começar com o pé direito gastando pouco, a Boa de 9,8 mm entrega procedência e manuseio estável por um valor de entrada.
O vídeo abaixo explica os tipos de corda dinâmica e ajuda a visualizar as diferenças entre simples, meia e gêmea.
Assista:
Comparações que importam
Corda fina ou corda grossa?
A corda fina, entre 9,4 mm e 9,6 mm, brilha em vias longas, no gelo e para quem já tem técnica: ela arrasta menos, pesa menos e é mais macia. A corda grossa, de 10 mm ou mais, vence no dia a dia, porque é mais fácil de segurar, dura mais no atrito e absorve melhor o uso de iniciante. Se você só pode ter uma corda, a faixa de 9,8 mm a 10,1 mm é o compromisso mais seguro.
Hidrofóbica ou padrão?
A corda hidrofóbica mantém o desempenho em chuva, neve e frio, e ainda atrasa o desgaste por sujeira. Ela custa mais e nem sempre vale para quem escala só no ginásio. Já a corda padrão é mais barata e entrega o essencial em clima seco. No Brasil, onde muitas paredes ficam úmidas, a versão tratada faz diferença em viagens e vias de vários dias.
40, 70 ou 80 metros?
Os 40 metros cobrem ginásio e vias curtas e são a opção mais barata e leve. Os 70 metros atendem a maioria das vias esportivas longas e permitem rapel com sobra. Os 80 metros só se justificam em vias muito compridas ou para preservar comprimento após cortar pontas. Na dúvida, pense em quanto vai rapelar: comprimento insuficiente obriga a parar em ancoragens intermediárias.
Petzl, Edelrid, Mammut e Gilmonte: quais marcas?
A Petzl domina a lista com três modelos e tem reputação forte em equipamentos de progressão, além de garantias longas de fabricação. A Edelrid traz engenharia alemã e o tratamento Thermo Shield, que deixa o manuseio consistente. A Mammut aposta em sustentabilidade, com capa de fio residual, sem abrir mão das certificações. A Gilmonte é a opção europeia de custo menor, com bons números de impacto e alongamento, mas menos informações de pós-venda no Brasil.
Continue explorando
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- Melhores cadeirinhas de escalada: como escolher conforto, ajuste e portas de material.
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Como este guia foi produzido
Cada guia do Aventura no Campo parte de critérios definidos antes da análise. Esta página seguiu o processo descrito abaixo, do levantamento das especificações à revisão final.
- Produtos analisados
- 6
- Última revisão
- setembro de 2026
Critérios e pesos
- Diâmetro 20%
- Número de quedas UIAA 20%
- Alongamento dinâmico 15%
- Peso por metro 15%
- Tratamento 15%
Fontes consultadas
- Fichas técnicas oficiais dos fabricantes, publicadas nos anúncios dos produtos
- Avaliações verificadas de compradores na Amazon, consultadas em setembro de 2026
- Especificações de certificação CE EN 892 e UIAA 101 informadas pelos fabricantes
Limitações: Não realizamos ensaios de queda nem medições próprias de alongamento em laboratório. As notas editoriais vêm da leitura das especificações oficiais e do padrão de uso relatado por compradores. Preços e disponibilidade mudam com frequência, e a faixa indicada é uma referência de mercado, não um valor garantido.
O que mudou nesta revisão
- Primeira publicação do guia, com 6 modelos analisados
- Conferência das imagens e dos links de compra de cada corda
- Checagem das especificações de diâmetro, quedas UIAA e tratamento de capa
Análise das 6 Melhores Cordas de Escalada Dinâmica em 2026
Comparamos 6 modelos segundo os critérios desta análise, sempre pensando no uso real no Brasil. Veja abaixo a avaliação detalhada de cada produto.
Petzl Arial 9,5 mm 80 m
A Arial é a corda mais técnica desta seleção. Com 9,5 mm e 58 g/m, ela equilibra baixo peso e uma capa de 40% que encara bem a abrasão da rocha. O tratamento Duratec Dry deixa a corda resistente à água, à sujeira e ao atrito, mantendo o manuseio estável em frio e umidade. Os 80 metros dão margem para vias longas e para rapel com sobra de ponta, e a marca central facilita as manobras. É a escolha de quem já tem experiência e quer desempenho sem abrir mão de durabilidade.
Prós
- Diâmetro de 9,5 mm com ótima relação peso e desempenho
- Tratamento Duratec Dry contra água, sujeira e abrasão
- Alongamento dinâmico de 32%, com queda suave
- 80 m para vias longas e corte de pontas gastas
- Certificações CE EN 892 e UIAA
Contras
- Preço mais alto do comparativo
- Capa de 40% exige inspeção frequente
- Não acompanha saco para corda
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| Especificações | |
|---|---|
| Diâmetro | 9,5 mm |
| Número de quedas UIAA | 7 (fator 1,77) |
| Alongamento dinâmico | 32% |
| Peso por metro | 58 g/m |
| Tratamento | Duratec Dry (hidrofóbico) |
| Comprimento | 80 m |
| Garantia | 3 anos a partir da fabricação |
| Alongamento estático | 7,6% |
Petzl Mambo 10,1 mm 70 m
A Mambo é a corda que eu indicaria para quem quer uma única corda para quase tudo. Os 10,1 mm passam com folga pelo assegurador e perdoam mais no manuseio, enquanto os 70 metros cobrem a maioria das vias esportivas e dão margem para rapel. A capa de 37% e os 65 g/m mostram que ela não foi feita para ser a mais leve, mas para durar. O tratamento EverFlex estabiliza os fios e mantém a corda macia ao longo do tempo, e a marca central ajuda nas descidas. Entre as cordas de uso geral, é a mais equilibrada.
Prós
- Diâmetro de 10,1 mm para controle fácil no assegurador
- 70 m cobrem a maior parte das vias esportivas
- Tratamento EverFlex para manuseio macio e consistente
- Força de impacto de 8,5 kN
- 4,5 de 5 em avaliações de compradores
Contras
- Peso maior, de 65 g/m
- Sem tratamento hidrofóbico de série
- Menos indicada para projetos difíceis e vias muito longas
Ver especificações técnicas
| Especificações | |
|---|---|
| Diâmetro | 10,1 mm |
| Número de quedas UIAA | 7 (fator 1,77) |
| Alongamento dinâmico | 34% |
| Peso por metro | 65 g/m |
| Tratamento | EverFlex (térmico) |
| Comprimento | 70 m |
| Garantia | 3 anos a partir da fabricação |
| Alongamento estático | 8,5% |
Edelrid Boa 9,8 mm 40 m
A Boa é a corda com melhor relação entre preço e qualidade da lista. Fabricada na Alemanha, ela traz 9,8 mm e 62 g/m, um meio termo que serve tanto para esportiva quanto para o ginásio. O tratamento Thermo Shield passa por um processo térmico que deixa o manuseio mais previsível e evita que a corda fique rígida com o tempo. A capa de 40% e as 7 quedas de fator 1,77 mostram robustez, e a nota 4,9 de 5 entre compradores é a mais alta do comparativo. Os 40 metros são o ponto de atenção para quem quer vias longas.
Prós
- Maior nota de compradores da lista (4,9 de 5)
- Tratamento Thermo Shield para manuseio estável
- Capa de 40% com boa resistência à abrasão
- 7 quedas de fator 1,77
- Preço de entrada para uma corda alemã
Contras
- 40 m limitam vias longas e rapel duplo
- Sem tratamento hidrofóbico
- Garantia não informada no anúncio
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| Especificações | |
|---|---|
| Diâmetro | 9,8 mm |
| Número de quedas UIAA | 7 (fator 1,77) |
| Alongamento dinâmico | 32% |
| Peso por metro | 62 g/m |
| Tratamento | Thermo Shield |
| Comprimento | 40 m |
| Alongamento estático | 9,3% |
| Certificação | EN 892 e UIAA 101 |
A Contact Wall foi desenhada para o ginásio, e isso fica claro nos detalhes. Com 60 g/m, ela é leve para os 9,8 mm, o que reduz o esforço de dar corda em sessões longas. A capa de 41% é reforçada justamente onde o atrito é maior, nas arestas e nas placas de top-rope. O UltraSonic Finish une alma e capa nas pontas e evita que elas desfiem. A marca central ajuda nas manobras e o EverFlex mantém a corda macia. É a opção mais indicada para quem escala quase sempre na parede artificial.
Prós
- Projetada para ginásio e alta abrasão
- Capa de 41% reforçada nas pontas
- Apenas 60 g/m para o diâmetro
- UltraSonic Finish e marca central
- 4,5 de 5 em 26 avaliações
Contras
- 40 m são curtos para uso na rocha
- Alongamento dinâmico de 35% deixa a queda mais elástica
- Sem tratamento hidrofóbico
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| Especificações | |
|---|---|
| Diâmetro | 9,8 mm |
| Número de quedas UIAA | 7 (fator 1,77) |
| Alongamento dinâmico | 35% |
| Peso por metro | 60 g/m |
| Tratamento | EverFlex com UltraSonic Finish |
| Comprimento | 40 m |
| Garantia | 3 anos a partir da fabricação |
| Alongamento estático | 9% |
A Crag We Care Classic é a corda mais sustentável da lista: a capa é feita com 100% de fio residual reaproveitado, e cada corda sai com um padrão único. Fora a parte ecológica, ela é uma 9,5 mm séria para esportiva e vias clássicas, com 58 g/m, 42% de capa e força de impacto de 7,7 kN. O tratamento é do tipo Classic, sem hidrofobia, então exige mais cuidado em ambiente úmido. A marca central resistente à abrasão facilita o rapel, e a certificação atende EN 892 e UIAA 101.
Prós
- Capa com 100% de fio residual reciclado
- Força de impacto baixa, de 7,7 kN
- Peso de apenas 58 g/m
- Marca central resistente à abrasão
- Cada corda tem padrão próprio
Contras
- Sem tratamento hidrofóbico (linha Classic)
- Nota de quedas UIAA entre 6 e 7
- Preço acima de cordas de entrada
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| Especificações | |
|---|---|
| Diâmetro | 9,5 mm |
| Número de quedas UIAA | 6 a 7 |
| Alongamento dinâmico | 33% |
| Peso por metro | 58 g/m |
| Tratamento | Classic, sem PFC |
| Comprimento | 70 m |
| Alongamento estático | 7,5% |
| Certificação | EN 892 e UIAA 101 |
A Next é a opção de quem quer uma corda fina e barata para rocha, mista e gelo. A Gilmonte é uma marca eslovaca com certificações CE e UIAA, e a Next 9,6 mm entrega números interessantes: alongamento estático de apenas 5,4%, força de impacto de 8,1 kN e deslizamento de capa igual a zero. O peso de 60 g/m ajuda em vias longas, mas a capa de 35% e a nota 4,1 de compradores mostram que ela não perdoa descuido. É vendida por metro em alguns anúncios, o que facilita comprar o comprimento exato.
Prós
- Alongamento estático baixo, de 5,4%
- Força de impacto de 8,1 kN
- Deslizamento de capa igual a zero
- Preço por metro competitivo
- Indicada para rocha, mista e gelo
Contras
- Nota 4,1, a menor do comparativo
- Capa de 35%, a mais fina da lista
- Comprimento e garantia pouco claros no anúncio
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| Especificações | |
|---|---|
| Diâmetro | 9,6 mm |
| Número de quedas UIAA | 7 |
| Alongamento dinâmico | 34% |
| Peso por metro | 60 g/m |
| Tratamento | Capa padrão, sem hidrofobia |
| Alongamento estático | 5,4% |
| Certificação | CE e UIAA |
Tabela comparativa
Compare lado a lado as especificações dos modelos analisados para encontrar a opção que melhor combina com o seu estilo de camping.
| Produto | 1. Petzl Arial 9,5 mm 80 m | 2. Petzl Mambo 10,1 mm 70 m | 3. Edelrid Boa 9,8 mm 40 m | 4. Petzl Contact Wall 9,8 mm 40 m | 5. Mammut Crag We Care Classic 9,5 mm 70 m | 6. Gilmonte Next 9,6 mm |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Marca | Petzl | Petzl | EDELRID | Petzl | Mammut | Gilmonte |
| Modelo | R34AC 080 | R32AC 070 | ER71079.040 | R33AD 040 | 2010-06160 | Next 9,6 |
| Nota editorial | 9.4/10 | 9.3/10 | 9.1/10 | 8.8/10 | 8.6/10 | 8.2/10 |
| Diâmetro | 9,5 mm | 10,1 mm | 9,8 mm | 9,8 mm | 9,5 mm | 9,6 mm |
| Número de quedas UIAA | 7 (fator 1,77) | 7 (fator 1,77) | 7 (fator 1,77) | 7 (fator 1,77) | 6 a 7 | 7 |
| Alongamento dinâmico | 32% | 34% | 32% | 35% | 33% | 34% |
| Peso por metro | 58 g/m | 65 g/m | 62 g/m | 60 g/m | 58 g/m | 60 g/m |
| Tratamento | Duratec Dry (hidrofóbico) | EverFlex (térmico) | Thermo Shield | EverFlex com UltraSonic Finish | Classic, sem PFC | Capa padrão, sem hidrofobia |
| Prós | 5 | 5 | 5 | 5 | 5 | 5 |
| Contras | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 | 3 |
| Ver preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço | Ver Preço |
Como escolher o diâmetro certo
Pense no uso antes do número
Cordas de 10 mm ou mais são mais fáceis de segurar, travam melhor no assegurador e duram mais no ginásio. Cordas de 9,4 mm a 9,6 mm são leves e macias, mas exigem técnica e pedem mais cuidado com a abrasão em vias longas.
O meio termo resolve a maioria dos casos
Entre 9,7 mm e 9,9 mm está a faixa mais versátil: leve o bastante para vias esportivas e resistente o bastante para durar. Se você ainda não sabe qual será seu uso principal, comece por aqui.
Diâmetro fino não é automaticamente melhor
Uma corda fina ganha em peso e em arrasto, mas perde em durabilidade e em tolerância a manuseio ruim. Escolher fino demais sem experiência costuma encurtar a vida útil da corda e aumentar o desgaste.
Confira o peso por metro
O diâmetro diz muito, mas o peso por metro é o número que você sente na mochila. Diferenças de 5 g/m parecem pequenas, mas em 70 metros representam centenas de gramas no fim da via.
Fator de queda, certificação e segurança
Entenda o fator de queda
O fator de queda mede a severidade: quanto maior a altura da queda em relação à corda disponível, maior o fator. Os testes de certificação usam o fator 1,77, que simula uma queda severa com massa metálica, e informam quantas a corda suporta.
O número de quedas é uma referência, não uma meta
Uma corda marcada com 7 quedas de teste não significa que você pode cair 7 vezes na mesma via sem consequências. Abrasão, areia, umidade e quedas repetidas em curto espaço somam desgaste que o laboratório não reproduz.
Procure as certificações CE EN 892 e UIAA
Essas normas garantem que a corda passou por ensaios de resistência e de absorção de impacto. Cordas sem certificação reconhecida não devem ser usadas para escalada, por mais baratas que sejam.
Alongamento dinâmico e estático
O alongamento dinâmico indica quanto a corda estica na queda: valores menores dão queda mais seca e firme, maiores dão queda mais suave. O alongamento estático mede a deformação com peso parado e influencia o comportamento no rapel.
Como conservar a corda por mais tempo
Evite areia e superfícies abrasivas
Areia fina entra entre as fibras e funciona como lixa por dentro da capa. Estenda a corda em superfície limpa, longe de pedra solta, e nunca deixe a corda cair no chão de terra batida.
Não pise na corda
Pisar na corda empurra partículas para dentro da trama e deforma o núcleo. Parece detalhe, mas é uma das causas mais comuns de perda precoce de desempenho.
Lave à mão e seque à sombra
Use água morna e detergente neutro, sem alvejante nem amaciante. Seque à sombra, em local ventilado. Sol direto e fontes de calor ressecam as fibras e aceleram o envelhecimento.
Registre as quedas mais fortes
Anotar quedas severas ajuda a decidir a troca com critério. Some isso à inspeção visual da capa e ao teste de rigidez com as mãos: quando a corda endurecer, é sinal de que a alma perdeu elasticidade.
Perguntas Frequentes
Qual o melhor diâmetro de corda dinâmica para quem está começando?
Para começar, a faixa entre 9,8 mm e 10,2 mm é a mais amigável. Cordas mais grossas são mais fáceis de segurar e travam melhor no assegurador, o que perdoa erros de manuseio. Modelos de 10 mm ou mais também duram mais em uso intenso de ginásio. Só depois de ganhar confiança e técnica vale migrar para diâmetros finos, de 9,4 mm a 9,6 mm.
Corda de 60 m, 70 m ou 80 m: qual escolher?
Depende da via. Para a maior parte das vias de ginásio e das escolas de escalada brasileiras, 60 m sobra. Para vias esportivas longas, rapel duplo e muitas paredes, 70 m virou o novo padrão. Os 80 m fazem sentido em vias muito compridas ou quando você quer cortar as pontas gastas sem perder comprimento útil. Corda maior pesa mais e custa mais, então não exagere sem necessidade.
O que é o fator de queda e por que ele importa?
O fator de queda é a relação entre a altura da queda e o comprimento de corda disponível. Uma queda fator 2 é a mais severa possível na escalada e só ocorre em situações de erro grave. Os testes de certificação usam quedas fator 1,77 para medir quantas a corda suporta. Quanto maior o número de quedas do teste, mais vezes a corda resiste antes de perder a capacidade de absorver energia.
Quantas quedas UIAA uma corda dinâmica aguenta antes de ser trocada?
O número do teste UIAA é apenas uma referência de laboratório, com massas metálicas e quedas padronizadas. Na vida real, o que desgasta a corda é a abrasão, o uso de areia, produtos químicos e a quantidade de quedas. Muitos fabricantes citam vida útil de até 10 anos a partir da fabricação, mas cordas usadas com frequência costumam ser aposentadas bem antes disso, quando a capa fica felpuda ou o núcleo endurece.
Corda com tratamento hidrofóbico vale a pena no Brasil?
Vale principalmente para quem escala em locais úmidos, no gelo, na chuva ou em vias de vários dias. O tratamento Duratec Dry, por exemplo, reduz a absorção de água e mantém o manuseio e a resistência à abrasão por mais tempo. Para uso quase exclusivo de ginásio, o ganho é pequeno e o preço mais alto pode não se justificar.
Posso usar uma corda dinâmica de escalada para rapel?
Sim, cordas dinâmicas são usadas para rapel o tempo todo, desde que em corda simples ou em configuração de rapel duplo, conforme o tipo. O que não se deve fazer é usar corda dinâmica em operações de acesso por corda ou resgate técnico que exigem corda estática. O alongamento do dinâmico dificulta a ascensão e o posicionamento nesses trabalhos.
Qual a diferença entre corda simples, corda meio e corda dupla?
A corda simples, ou single, é a mais grossa e roda sozinha em uma única linha. A meia corda, ou half, é usada em pares, com as duas linhas presas em proteções alternadas. A corda gêmea, ou twin, também vai em par, mas as duas linhas passam juntas por cada proteção. Para quem está começando, a simples é a escolha natural pela simplicidade de manuseio.
Como saber quando é hora de trocar a corda?
Desconfie quando a capa estiver esfarrapada, com o núcleo aparecendo, ou quando a corda endurecer e ficar difícil de dar nós. Uma corda que sofreu queda grande ou pisou em borda afiada deve ser inspecionada com atenção. Também vale criar o hábito de anotar as quedas mais severas, porque o histórico ajuda a decidir com mais critério do que a aparência sozinha.
Posso lavar a corda de escalada na máquina?
Não é recomendado. O ideal é lavar à mão, em água morna com detergente neutro, ou usar máquinas de lavar corda específicas, que trabalham com tambor largo e pouca agitação. Nunca use alvejantes, sabões abrasivos ou amaciantes, que atacam as fibras. Depois, seque à sombra, em local ventilado, longe de sol direto e de fontes de calor.
Corda dinâmica serve para top-rope e uso em ginásio?
Serve, e é o uso mais comum de cordas de 10 mm ou mais. O atrito repetido do top-rope desgasta a capa mais rápido, por isso vale escolher um modelo com percentual de capa alto e não usá-lo em projetos que exigem quedas frequentes. Alguns ginásios exigem corda própria com certificação em dia, então confirme a regra do local antes de comprar.
O que significam alongamento estático e alongamento dinâmico?
O alongamento estático é quanto a corda estica ao receber o peso de um escalador parado, uma referência para rapel e manobras. O alongamento dinâmico mede a deformação durante a queda, ou seja, o quanto a corda se alonga para absorver a energia do impacto. Valores menores de alongamento dinâmico indicam uma queda mais firme e seca; valores maiores, uma queda mais suave.
Qual corda dinâmica tem o melhor custo-benefício?
Na nossa análise, a Edelrid Boa de 9,8 mm entrega o melhor equilíbrio entre preço, procedência e desempenho. Ela tem tratamento Thermo Shield, 7 quedas de fator 1,77, peso de 62 g/m e a maior nota de compradores da lista. Como o comprimento de 40 m limita vias longas, é a opção mais inteligente para ginásio e esportiva curta.